terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

POR QUE A SUZANA ESCREVE?



A minha querida Ana Diniz (clica aqui) presenteou-me com o selo acima. Havia algumas perguntas a serem respondidas, mas eu não as encontrei (demorei um pouco para buscar meu presente), então decidi escrever sobre mim, mais um pouco, por minha conta.

POR QUE A SUZANA ESCREVE?

Sempre digo que escrevo para fazer exorcismo de mim mesma, é isso, com absoluta certeza, pois tenho medo da palavra escrita, procuro não escrever nada que possa, um dia, empurrar-me a um hipócrita "eu não me lembro de ter escrito isso, devia estar perturbada na época".

Mas eu queria acrescentar que, dentro desse "mim mesma" passeiam as pessoas. E eu escrevo para provocá-las, só digitando, escrevendo (hábito perdido), é que posso assim fazer sem correr o risco de tornar-me indelicada, intrometida, presença inoportuna.

É que, apesar da miopia e do astigmatismo já eliminados, apesar da visão do olho direito nunca perfeita (ou seria a do olho esquerdo? Sempre me confundo!), eu sempre vi muito. Dom. Presente de Deus. Fato normal, há muitas pessoas com "olhar de raio X".

Mas eu não poderia sair por aí, falando o que bem entendesse, sou polida, tenho princípios.

Então, eu escrevia cartas mentais. Escrevi, escrevi, escrevi tanto que acabei por me cansar, lotou a caixa. Quando decidi escrever sobre a minha ex-doença (dúvida eterna em relação ao ex), decidi escrever tudo o que vinha transbordando em mim. Daí, os meus atuais Blogs.

Pois então, a Suzana escreve o que sente, o que vê, o que a incomoda, o que conforta ou não. E, entre desejos, ardores, paixões e lágrimas e saudades, alguma ironia, algum questionamento, alerta, ou mesmo uma busca desenfreada por respostas.

Essa foi a melhor maneira encontrada por mim para dizer a você, a ele, a ela, lá longe, ou aqui perto, que há quem saiba, há quem entenda, que vê, neste mundo em que fingir de cego é arte fácil e na maioria das vezes, aceitável.

Escrevo e não ganho dinheiro, mas acrescento essência, nos outros, e, principalmente, em mim mesma.

Beijos,

Suzana