domingo, 22 de junho de 2014

Assim, muito feliz ao me ver

(Fotografia gentilmente cedida por Daniela Ferreira)



Assim, muito feliz ao me ver. 

Passava a procissão das rosas e no tapete verde, extenso verde, réstia de luz entre as folhas, entre as moças, entre as pernas que seguiam; mornas, mulatas, maciças... Cálidas pisadas até você, assim, muito feliz ao me ver.

Passou tempestade, furacão, uma manada de efefantes. Passou uma brisa. Um menino e uma bola. E a moça, dona das rosas.

Passou uma cambada de idiotas, uma parva imperatriz, passou o homem que sonhou ser pássaro. Um helicóptero.

Assim, muito feliz ao me ver, passou e ficou você.




Por Suzana Guimarães